sexta-feira, 19 de outubro de 2018

AOS (ÀS) LEITORES(AS)

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Muitos artigos que eu escrevo não estão neste blog, mas no  MEUS POBRES RASCUNHOS. Confira!

A TÁTICA DO DEMÔNIO EDUCADO




Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 15-10-2018, Gaudium Press) Na homilia da Missa celebrada na manhã da sexta-feira, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou dos "demônios educados" e convidou a termos vigilância, sobretudo contra eles, que entram na alma sem serem percebidos.

Francisco explicou que a essência do demônio é destruir ou diretamente com vícios e guerras ou tentar fazê-lo "educadamente", levando a viver com "o espírito da mundanidade".

Este foi o tema reflexão sobre o Evangelho extraído de Lucas (Lc 11,15-26).


Em nossa alma existe uma luta entre Jesus e o diabo

"O demônio, quando toma posse do coração de uma pessoa permanece ali, como se fosse a sua casa e não quer sair", afirmou acrescentando que quando Jesus expulsa os demônios, eles tentam arruinar a pessoa, fazendo mal "inclusive fisicamente".

Mais do que "a luta entre o bem e o mal", que parece abstrata, o Papa ressaltou que "a verdadeira luta é a primeira luta entre Deus e a antiga serpente, entre Jesus e o diabo".

"E esta luta - advertiu - se faz dentro de nós. Cada um de nós está em luta, talvez sem que saibamos, mas estamos em luta".

O demônio quer destruir a obra de Deus

O Papa explicou que "A essência do demônio é destruir" e que a sina dele é querer precisamente "destruir a obra de Deus".

Francisco advertiu, porém, que o risco é ser como crianças, que chupam o dedo acreditando que não seja assim, crendo que essa luta seja uma invenção.

O demônio destrói e quando não pode destruir face a face porque tem diante de si uma força de Deus que defende a pessoa, então sendo "mais esperto do que uma raposa", astuto, busca outro modo de tomar posse da pessoa.

Evangelho de Lucas (Lc 11,15-26)

No Evangelho da sexta-feira, Lucas (Lc 11,15-26), inicia-se com algumas pessoas que acusam Jesus de ter expulso um demônio por meio de Beelzebul.

O Papa concentra o seu pensamento sobretudo na última parte do trecho evangélico, no qual se destaca que quando o espírito impuro sai do homem, que vaga por lugares desertos buscando repouso e, não encontrando, volta para a casa da qual saiu, pega outros sete espíritos piores que ele e ali fixam morada. E a nova condição daquele homem torna-se pior do que a primeira.

Tática do Demônio Educado

Para Francisco, quando o diabo não pode destruir uma pessoa através dos vícios, ou um povo com as guerras e as perseguições, pensa em outra estratégia, "a estratégia que usa com todos nós":

"Nós somos cristãos, católicos, vamos à Missa, rezamos....Parece tudo em ordem. Sim, temos os nossos defeitos, os nossos pecadinhos, mas parece tudo em ordem. E ele se faz "o educado": vai, olha, procura uma bela quadrilha, bate à porta - "Dá licença? Posso entrar?", toca a campainha.

E estes demônios educados são piores que os primeiros, porque você não se dá conta que os tem em casa.

E este é o espírito mundano, o espírito do mundo.

O demônio ou destrói diretamente com os vícios, com as guerras, com as injustiças diretamente ou destrói educadamente, diplomaticamente neste modo que diz Jesus.

Não fazem barulho, se fazem de amigos, persuadem você - "Não, vai, não faz tanto, não, mas...até aqui está bem" - e levam você pelo caminho da mediocridade, fazem você um "morno" no caminho da mundanidade".

Eles convencem que não são tão ruins...

Francisco adverte quanto ao perigo de cair "nesta mediocridade espiritual, neste espírito do mundo" e afirma:

"Mas estas coisas não são tão ruins. E o espírito do mundo nos arruína, nos corrompe por dentro.
"Tenho mais medo destes demônios do que dos primeiros", diz o Papa.

"Eu não me preocupo tanto, como quando vejo essas pessoas que abriram a porta aos demônios educados, para aqueles que convencem de dentro de que eles não são tão inimigos":

"Muitas vezes eu me pergunto: o que é pior na vida de uma pessoa? Um pecado claro ou viver no espírito do mundo, da mundanidade?

Que o demônio coloque você em um pecado - também, não um, vinte, trinta pecados, mas claros, que você se envergonha - ou que o demônio esteja à mesa com você e viva, more com você e está tudo normal, mas ali, dá a você as insinuações e possui você com o espírito da mundanidade?"

Vigilância e calma diante dos demônios educados

O espírito da mundanidade é este: "aqueles que trazem os demônios educados", continua o Papa, recordando também a oração:
"Diante destes demônios educados que querem entrar pela porta de casa como convidados para o casamento, dizemos: "Vigilância e calma".

Vigilância: esta é a mensagem de Jesus, a vigilância cristã.

O que acontece no meu coração? Por que sou assim medíocre? Porque sou assim morno?

Quantos "educados" habitam em casa sem pagar aluguel? (JSG)


(Da Redação Gaudium Press, com informações Vatican News)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

STA. EDVIGES E STA. MARGARIDA

Silesia. site: Culinary Heritage


Santa Edviges e Santa Margarida Maria Alacoque.

16/10/2018 


Essas duas santas são celebradas hoje, e esse é o único ponto comum entre elas, além do fato de que Santa Edviges, no final da vida, também viveu no convento. 

SANTA EDVIGES 

Nasceu em 1174 na Alemanha. Foi mãe de família (casada), viúva e freira. Foi criada num ambiente de luxo e riqueza, mas isso não a contaminou. Sempre viveu com humildade e simplicidade. Isso é próprio das pessoas sábias, que não põem no dinheiro a sua segurança. 

Casou-se aos 12 anos de idade com o príncipe da Silésia (clique na palavra para saber onde fica), Henrique I, cognominado “o barbudo”. Tiveram seis filhos, que foram educados na piedade. Depois do sexto filho, combinou com o marido de viverem em continência conjugal. Ela estava com 32 anos quando isso ocorreu. Dois de seus filhos morreram ainda crianças. Quando faleceu o terceiro filho, Henrique II, na cruzada contra os tártaros, ela disse: “É a vontade de Deus e devemos submeter-nos a ela. Eu vos agradeço, Senhor, por me terdes dado um tal filho, que sempre me amou durante a sua vida, testemunhando-me um grande respeito e jamais me causou a mínima pena. Se bem que desejasse vê-lo sempre com vida, sinto uma grande alegria de saber que ele derramou seu sangue por vós, meu Criador (por ter morrido durante a cruzada), e que está agora unido a vós no céu” (1). 

Ela sempre foi marcada por um espírito de oração, penitência e caridade. Ás quartas e sextas-feiras comia só pão e bebia apenas água, na quantia mínima necessária para o corpo. Nos demais dias da semana limitava-se a comer alguns legumes secos. Ou seja: fazia muita penitência. O esposo, apesar de ser um bom homem, não concordava com essa penitência toda, e às vezes reclamava quando não havia vinho na quaresma. 

Apesar da vida de penitência essa santa distinguiu-se pela caridade. Guardava para si uma quantia mínima de sua renda e o restante distribuía com os pobres, e inclusive pagava as dívidas de quem estava preso por não pagá-las. Por isso, é considerada pelo povo a “santa dos endividados”. Construiu escolas, hospitais, igrejas e conventos. Ela cuidava pessoalmente dos doentes, com as próprias mãos, embora tivesse condições de pagar pessoas para fazerem isso. 

Com a morte de seu esposo, em 1238 (ela estava com 64 anos), entrou para o convento de Trzebnica, onde sua filha Gertrudes era superiora. Lá permaneceu por cinco anos, numa vida de muita santidade baseada na obediência, humildade e muita caridade, até falecer, em 15 de outubro de 1243, com 69 anos. Sua festa é colocada no dia 16 por causa da festa de Sta. Teresa de Ávila, comemorada no dia 15. 

SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE 

Nasceu na França (Verosvres, Borgonha) a 22/08/1647 e faleceu em 1690, com 43 anos de idade. Ela é conhecida por ter divulgado a devoção ao Sagrado Coração de Jesus numa época muito difícil de descrença do Jansenismo (que negava a possibilidade do ser humano de qualquer obra boa e totalmente inclinado para o mal, dependendo unicamente de ter sido ou não predestinado, e isso acarretava abandono da comunhão, da oração e dos atos de piedade e de caridade). 

Sua infância foi muito sofrida. Ficou órfã de pai ainda jovem e foi, com a mãe, morar com o tio e isso lhes trouxe muitos aborrecimentos e humilhações. Margarida foi educada pelas irmãs Clarissas, até que uma doença, que não se abrandava com nenhum medicamento lhe causava grandes dores, a afastou das atividades. Margarida fez, então, a promessa de se tornar religiosa se recuperasse a saúde, e foi curada. 

Já no convento, teve, aos 25 anos, em 1673, a primeira manifestação do Sagrado Coração de Jesus, durante a adoração ao Santíssimo Sacramento, que se repetiu por dois anos, às primeiras sextas-feiras de cada mês. 

Diz a Wikipédia: “Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se lhe com o peito aberto e, apontando com o dedo seu coração, exclamou: "Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento, não recebo senão ingratidão da maior parte deles". 

Jesus pediu à santa que divulgasse seu Amor infinito, um maior amor à Santíssima Eucaristia, à comunhão reparadora às primeiras sextas-feiras de cada mês (essa devoção é praticada como novena, ou seja, em nove primeiras sextas-feiras, mas deve ser feita sempre!), a prática da Hora Santa em reparação pelos pecados da humanidade e vários outros pedidos semelhantes. 

A santa teve muitas dificuldades e oposições para anunciar essa devoção, sofreu muito, mas teve, antes de morrer, a felicidade de ver muitos de seus opositores abraçando a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Quem a ajudou muito foi São Cláudio de La Colombière (canonizado em 1992 pelo papa São João Paulo II), que lhe deu todo o apoio e tornou-se, também ele, propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. 

Essa devoção é às vezes mal entendida. O coração é um órgão do corpo humano que não tem nada a ver com o pensamento, com os sentimentos, embora atualmente haja uma pesquisa dizendo que ele tem parte nisso. Quando sentimos alguma emoção o coração dispara, para bombear mais sangue ao nosso cérebro “congestionado” pela emoção, e isso talvez levou o ser humano a colocar o coração como o “órgão do amor”. O coração ficou símbolo do amor. Mas nós, na verdade, amamos com nossa alma e o corpo adere a esse amor. 

Mas há também o fato de o Coração de Jesus ter sido transpassado pela lança, na cruz, e dele saíram as últimas gotas de sangue e de água que havia no seu corpo crucificado. 

Temos que ter em mente, entretanto, que Jesus não sofre mais. Ele está na glória, com toda a sua divindade e humanidade, e no céu ninguém sofre, ninguém chora, ninguém é triste (isso é dito, aliás, na Oração Eucarística XI). O sofrimento do Coração de Jesus, mostrado nas revelações à santa, refere-se aos sofrimentos que ele teve em sua vida, não apenas na Paixão, mas em toda a sua vida. Quando Jesus estava aqui na terra, pensava sempre em todos nós. Sua vida foi uma entrega total aos seres humanos. Temos que entender isso: Jesus sofreu tudo aquilo, inclusive nossos pecados e indiferenças, enquanto viveu aqui na terra. Esse sofrimento foi causado não apenas pelos pecados dos contemporâneos de Jesus, mas pelos meus pecados também. 

Quando eu faço alguma coisa boa, quando eu mudo minha vida, eu enxugo o rosto de Jesus como Verônica. Quando eu ajudo e conforto algum doente, alguma pessoa pobre, abandonada, desanimada, depressiva, é o Coração de Jesus que se alegra com isso, porque sabe que, ao praticar a caridade, ao entregar-se ao amor de Deus, nós seremos salvos e poderemos estar com ele após nossa morte. 

Nada pode alegrar mais a Deus, e isso inclui as três Pessoas da Santíssima Trindade, do que poder abraçar você, um dia, no céu e partilhar de sua companhia. Deus nos ama muito e quer-nos ao lado dele. Só que ele não faz isso se não quisermos, se não O buscarmos. 

Santa Margarida Maria morreu dizendo estas palavras: “Ah! Como é doce morrer após ter tido uma constante devoção ao Coração daquele que nos deve julgar!” (2). Peçamos a ela que nos ajude na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria! 



(1)- Dom Servílio Conti, “O Santo do dia”, ed. 1986, Vozes, pág. 459. 

(2)- idem, pág. 460.

domingo, 14 de outubro de 2018

APLICATIVO MARY APP



Madrid - Espanha (Quarta-feira, 10-10-2018, Gaudium Press) A Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição apresentou sua nova iniciativa denominada "Mary app".


Trata-se de um aplicativo para celulares que conta com informações completas sobre a Virgem Maria.

Mary App é um aplicativo que serve para encontrar valiosas informações sobre a Virgem Maria. Simples de utilizar e cheio de recursos para aprender orações e doutrina.

O Aplicativo encontra-se disponível gratuitamente no Google Play e no Apple Store.

Mary App mostra onde existem santuários da Virgem espalhados pelo mundo e ajuda a lembrar todas as festividades e costumes dedicados a Nosa Senhora.

O programa foi criado por veteranos conhecedores deste tipo de iniciativas: os Marianos da Imaculada Conceição. Uma congregação fundada na Polônia em 1670. Eles são os mesmos autores que tornaram popular a Divina Misericórdia App.

Introdução sobre Maria

Neste novo aplicativo encontra-se inicialmente uma introdução sobre Maria onde aprofunda-se conhecimentos sobre os dogmas marianos e informa-se sobre os diferentes títulos marianos.

Ele contém também uma linha de tempo, responde as perguntas mais frequentes e oferece diversos recursos relacionados com a doutrina sobre Nossa Senhora.

Devoção

No capítulo da devoção, está incluído um rosário interativo com a opção de audição de um áudio; a oração da consagração mariana; uma explicação sobre os sacramentais marianos, assim como uma lista detalhada das festividades da Virgem e orações marianas.

Capítulo "Mary Plus"

No capítulo "Mary Plus", estão incluídas diferentes imagens de Maria, suas aparições reconhecidas pela Igreja, locais de peregrinação pelo mundo, assim como informações sobre a Congregação dos Marianos da Imaculada Conceição, uma introdução sobre a "Association of Marian Helpers", ligada com a congregação e ainda catálogos religiosos. (JSG)

sábado, 13 de outubro de 2018

PAI-NOSSO DAS ALMAS



13/10/18


DE SANTA MATILDE

(eu acrescentei algumas palavras. Estão entre parêntesis).

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS 

Eu vos peço, dignai-vos perdoar, Pai Eterno, as almas do Purgatório por não vos terem amado, por não vos terem rendido o culto de adoração que vos é devido, a vós, nosso Pai, bom e misericordioso, por vos terem afastado de seus corações onde desejáveis habitar. (E peço perdão pelas vezes que eu cometi os mesmos erros). Para suprir estas faltas, ofereço-vos o amor e a honra que vosso Filho vos rendeu sobre a terra e a imensa satisfação com que pagou a dívida de todos os seus pecados. Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes). 

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME 

Eu vos suplico, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório por não terem honrado dignamente vosso nome, por terem-no várias vezes invocado sem devoção, por terem-no tomado muitas vezes em vão e, por sua vida pouco edificante, terem-se tornado indignas do nome de Cristo. (E peço perdão pelas vezes que eu cometi os mesmos erros). Por satisfação deste pecado, ofereço-vos a santidade de vosso amado Filho, que em suas pregações e em todas as suas obras honrou e glorificou o vosso nome. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes). 

VENHA A NÓS O VOSSO REINO 

Eu vos rogo, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório por não terem desejado ardentemente, nem procurado com bastante zelo a expansão do vosso Reino, onde só se acha o verdadeiro repouso e a glória eterna. (E peço perdão pelas vezes que eu cometi os mesmos erros). Para expiar esta indiferença que tiveram, por todos os bens da alma, ofereço-vos os santos desejos que Jesus teve de que fôssemos coerdeiros de seu Reino. Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes). 

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. 

Eu vos suplico, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório, sobretudo as dos religiosos, por terem preferido a vontade própria à vossa, e por não terem tido em maior estima, em tudo, vossa santíssima vontade, para viverem e procederem, às mais das vezes, conforme a própria satisfação. (E peço perdão pelas vezes que cometi os mesmos erros). Para reparar esta desobediência, ofereço-vos a perfeita união entre vós e o dulcíssimo Coração de Jesus, bem como a submissão com que ele vos obedeceu até à morte na cruz. Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes) 

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE 

Eu vos peço, ó Eterno Pai, que perdoeis as almas do purgatório por não terem recebido o Pão dos Anjos com vivos desejos, devida devoção e amor. Por terem um grande número delas sido indignas de recebê-lo, por terem-no recebido poucas vezes ou mesmo nenhuma. (E peço perdão se eu cometi o mesmo erro). Em expiação deste pecado, ofereço-vos a santidade e devoção de vosso Filho, assim como o amor e o inefável desejo que o levou a dar-nos este precioso tesouro. Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes). 

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO. 

Eu vos suplico, ó Pai Eterno, que perdoeis as almas do purgatório, por não terem resistido aos seus vícios e concupiscências, por terem-se muitas vezes deixado cair nas ciladas do demônio e da carne, por se terem visto, por causa própria, metidas em grande número de más ações. (E peço perdão se cometi os mesmos erros). Por esta multidão de pecados, ofereço-vos a vitória gloriosa com a qual Jesus Cristo venceu o mundo e o demônio. Ofereço-vos a sua santíssima vida com seus trabalhos e fadigas, com sua dolorosíssima paixão, morte na cruz e gloriosa ressurreição. Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes). 

MAS LIVRAI-NOS DO MAL 

Senhor, livrai-as de todo o mal e de toda a pena, pelos merecimentos de vosso bendito Filho, e conduzi-as todas ao Reino de vossa glória, que sois vós mesmo. (O mesmo eu peço para mim e para todos os que vos amam). Amém. SENHOR JESUS, PERDÃO E MISERICÓRDIA (dez vezes).

ORAÇÃO 

Pai Eterno, eu vos ofereço o Sangue precioso de nosso Senhor Jesus Cristo, para alívio das almas sofredoras que ainda padecem no santo purgatório. Suplico a vós, meu Jesus Cristo, que devolvais a luz perdida. 

E vós, ó almas santas e benditas, que sois tão poderosas, eu vos suplico, intercedei, junto a nosso Senhor Jesus Cristo, pelos viventes sofredores desta terra entre os quais eu também me encontro. Rogo-vos, benditas almas, que aceiteis a minha prece. Amém. 


Fixai, ó Salvador, nossos sentidos, regulai nosso espírito, purificai-nos a alma e apagai com vosso precioso Sangue todos os nossos pecados. Amém. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

SÃO VICENTE DE PAULO




27/09/2018 

SÃO VICENTE DE PAULO 

Hoje a Igreja comemora o dia de São Vicente de Paulo, grande santo que nasceu no século 16 (1581) e faleceu no século 17 (27/09/1660), portanto há 358 anos. 

Sua família era pobre. Seu pai, vendo as excelentes qualidades morais do filho, fez grandes sacrifícios para que ele seguisse os estudos eclesiásticos, como era desejo do santo. 

Ordenou-se sacerdote e logo iniciou sua vida sacerdotal como vigário numa paróquia rural, local de muitas misérias materiais e morais. Isso influenciou muito seu futuro trabalho em prol das obras sociais. 

Numa determinada viagem, caiu em poder de piratas que o venderam como escravo em Túnis, na África. O santo sujeitou-se aos trabalhos pesados que lhe obrigaram a fazer. Suas orações e humildade converteram do Islamismo ao Catolicismo seu próprio patrão, que o libertou. Foram dois anos de cativeiro. Voltou para a sua pátria. 

Contam alguns biógrafos que a gota final que levou Vicente a dedicar-se às obras sociais ocorreu numa de suas mudanças de casa: ele precisou duas viagens de carroça para levar tudo e percebeu o quanto de supérfluo fazia parte de sua vida. 

Sua missão deu-se nos meios rurais, de muita ignorância religiosa, e na formação do clero, nos seminários. Fundou, então, a Congregação da Missão, também chamada de Lazaristas. Faziam um voto extra: o de se consagrarem à evangelização dos pobres. 

O problema da miséria foi enfrentado e seu trabalho organizado com a fundação da sociedade das Filhas da Caridade, com o auxílio de Santa Luiza de Marillac. Ficaram conhecidas como Irmãs Vicentinas. Elas trabalham com os abandonados, órfãos, idosos, inválidos, juventude feminina em perigo, doentes. Trabalham em hospitais, leprosários, orfanatos, manicômios, escolas, asilos etc. São Vicente mostrou que levou a sério a mensagem cristã de que o amor a Deus e ao próximo andam sempre juntos. Não se pode separar um do outro. 

São Vicente de Paulo morreu em 27/09/1660. Em 1712, 52 anos depois, seu corpo foi exumado e estava intacto. A batina não estava nem um pouco deteriorada. Não se sentia nenhum odor e os doutores testificaram que o corpo não podia ter sido preservado por tanto tempo por meios naturais.

OFERECIMENTO DE SI PRÓPRIO


Do livro "A Imitação de Cristo", Livro 4, capítulo 9:


 1. Senhor, vosso é tudo quanto existe no céu e na terra. Desejo oferecer-me a vós em oblação voluntária e ser vosso para sempre. Senhor, na simplicidade do meu coração me ofereço hoje a vós por servo perpétuo em obséquio e eterno sacrifício de louvor. 

Recebei-me com este santo sacrifício de vosso precioso corpo, que vos ofereço hoje na presença dos anjos, que a ele invisivelmente assistem, a fim de que sirva para minha salvação e de todo o povo.

 2. Senhor, ofereço-vos sobre vosso altar de propiciação todos os meus pecados e delitos que tenho cometido em vossa presença e de vossos santos anjos, desde o dia em que pela primeira vez pequei até à hora presente, para que os consumais e queimeis no fogo de vossa caridade, também apagueis todas as manchas de meus pecados e purifiqueis minha consciência de toda a culpa e me restituais a vossa graça, que perdi pelo pecado, perdoando-me tudo plenamente e admitindo-me na vossa misericórdia ao ósculo da paz. 

3. Que posso eu fazer em expiação dos meus pecados, senão confessá-los humildemente e chorá-los, implorando incessantemente vossa misericórdia? Rogo-vos, meu Deus, ouvi-me propício, aqui onde estou em vossa presença! Detesto sumamente todos os meus pecados, e proponho nunca mais cometê-los; arrependo-me deles e me hei de arrepender enquanto viver; pronto estou a fazer penitência e satisfazer conforme as minhas forças. Perdoai-me, meu Deus, perdoai-me os meus pecados pelo vosso santo nome; salvai minha alma que remistes com vosso precioso sangue. Eis que me abandono à vossa misericórdia, e me entrego em vossas mãos. Tratai-me segundo a vossa bondade, não segundo a minha iniquidade e malícia. 

4. Ofereço-vos todas as minhas boas obras, por poucas e imperfeitas que sejam, para que vós as emendeis e santifiqueis, e as façais agradáveis a vós e as aperfeiçoeis cada vez mais, e para que me leveis a mim, servo indolente e inútil, a um fim glorioso e bem-aventurado. 

5. Ofereço-vos também todos os santos desejos das almas devotas, as necessidades de meus pais, amigos, irmãos, parentes e de todos os que me são caros, ou me fizeram bem a mim e a outros, por vosso amor; também daqueles que me encomendaram e pediram orações e Missas por si e para todos os seus, sejam vivos ou defuntos, para que todos sintam o auxílio da vossa graça, o socorro da vossa consolação, a proteção nos perigos, o alívio das penas e que, livres de todos os males, vos rendam jubilosos, muitas graças. 

6. Ofereço-vos, finalmente, todas as orações e a hóstia de propiciação particularmente por aqueles que de qualquer modo me ofenderam, contristaram, censuraram, prejudicaram ou molestaram.

 Enfim, por todos a quem eu tenha afligido, perturbado, contrariado ou escandalizado, com palavras ou obras, por ignorância ou com advertência, a fim de que a todos nos perdoeis os nossos pecados e mútuas ofensas. Apartai, Senhor, dos nossos corações toda suspeita, indignação, e ira e contenda e tudo que possa ofender a caridade e diminuir o amor fraternal. 

Compadecei-vos, Senhor, compadecei-vos de todos os que imploram vossa misericórdia; daí graças aos que dela necessitam, e fazei-nos tais, que sejamos dignos de gozar a vossa graça e alcançar a vida eterna. Amém.

sábado, 22 de setembro de 2018

ORAÇÃO A MARIA- PE.JOÃO SANTUCCI

Pe. João Santucci

“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”

Quando do meu coração
O demônio se avizinha nas horas da tentação,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.

Quando em face de um dever
O coração se definha
E me sinto enfraquecer,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.

Se alguém me faz sofrer,
Se alguém me fere e espezinha,
Ainda com pranto a correr,
Eu penso em minha Rainha,
E digo sem mais demora:
“Eu sou de Nossa Senhora e Nossa Senhora é minha”.


(Pároco da Catedral de Sorocaba – Cônego João Santucci +. Homenagem póstuma)

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

SÃO JANUÁRIO- O MILAGRE DO SANGUE




Nápoles - Itália (Quarta-feira, 19-09-2018, Gaudium Press) O fenômeno da liquefação do sangue de San Gennaro, Patrono de Nápoles, voltou a acontecer. Por volta das 10h (horário local) desta quarta-feira, o feito prodigioso que se repete todos os anos na festa do biso e mártir, 19 de setembro, foi anunciado pelo Cardeal Crescenzio Sepe, Arcebispo de Mártir, durante a celebração eucarística em honra ao Santo, mais precisamente no momento da exposição de sua relíquia.


"Enquanto nos regozijamos, ficamos comovidos por termos participado, agora mesmo, do evento extraordinário da liquefação do sangue do nosso Santo Protetor, o Mártir Gennaro (São Januário), nós elevamos nossa reconhecida ação de graças a Deus, rica em bondade e misericórdia, porque também neste ano ele quis nos dar o dom de sua predileção, permitindo a dissolução do sangue neste dia que nos lembramos do martírio de San Gennaro", declarou o Cardeal Crescenzio.

Em seguida, o purpurado lembrou ser necessário que toda Nápoles reflita que o Patrono "nos convida a olhar para a cidade com um olhar mais profundo (...) Olhar hoje a cidade a partir da direção certa significa colocá-la no centro do nosso interesse, do nosso cuidado. Em uma palavra: do nosso amor. Nápoles é San Gennaro porque o Santo a escolheu, a protege".

A liquefação do sangue de San Gennaro está estreitamente ligada com a história de Nápoles, uma vez que existe a crença de que, caso sempre ocorra este feito, está assegurada a proteção da cidade italiana.

Também há a crença de que, se o sangue não se liquefazer na festa do Santo, é o sinal de que alguma tragédia atingirá Nápoles. Um exemplo disso ocorreu em 1980, quando um terremoto assolou a região, deixando mais de 2 mil mortos.

Vários elementos falam do caráter sobrenatural dos fenômenos que ano após ano se repetem com o sangue do bispo e mártir. Um deles é o fato de que o sangue, em estado sólido, nem sempre ocupa o mesmo volume do frasco onde está contido. Além disso, seu peso varia ocasionalmente em não mais do que 30 gramas. A relíquia permanece durante todo o ano guardada na Capela Real de San Gennaro, na Catedral de Nápoles. (LMI)

Da redação Gaudium Press, com informações da Igreja de Nápoles

sábado, 15 de setembro de 2018

O PURGATÓRIO

http://santossanctorum.blogspot.com/2017/05/santa-catarina-de-genova-padroeira-das.html

A REALIDADE DO PURGATÓRIO


15/09/2018 



Muito se fala sobre o purgatório e pessoas santas que teriam recebido revelações particulares sobre ele. A santa que se celebra hoje (15/09), Santa Catarina de Gênova é uma dessas pessoas. 

Ela escreveu duas obras: “Diálogo entre a alma e o corpo” e o “tratado sobre o Purgatório”. Um ótimo comentário sobre essas obras pode ser obtido no site do Vaticano: CLIQUE AQUI

O que eu quero dizer nesta página é que não nos deveria interessar muito COMO é o purgatório, mas que ele existe, é um lugar de purificação, e é necessário para quem não morre em santidade. Precisamos nos confessar dos pecados cometidos e pedir a Deus que nos dê a graça do arrependimento sincero, e o desligamento total deles. Ao mesmo tempo, precisamos orar e fazer penitência para que nos purifiquemos da “sujeira” que o pecado causa à nossa alma. 



As penitências podem ser simples, mas sinceras. Aproveitemos as coisas desagradáveis que nos ocorrem durante o dia para isso, e procuremos mortificar nosso paladar, nossa vista, nossa mente. Sobretudo, podemos fazer penitência no trato diário com as pessoas: sofrer desaforos sem perder a paciência, ajudar em alguma coisa, aprender a ouvir mais do que a falar, estar sempre à disposição para assuntos sérios, não falar palavrões, não ver novelas de televisão... Às 4as. e 6as. feiras, por exemplo, tomar um banho frio, ou pelo menos deixar a água apenas morna, deixar alguma alimentação de que se gosta (ou mesmo fazer jejum a pão e água) deixar os doces e as bebidas (de álcool e os refrigerantes) e assim por diante. Isso ajuda a nos purificar.

Diz o Apocalipse 21,27: “Coisa algum imunda entrará na Cidade Celeste”. Isto implica que não haverá possibilidade alguma de se entrar impuro no céu. Se não estivermos realmente purificados de nossos pecados, teremos que passar pelo purgatório. 

Nas visões dos santos e ultimamente dos videntes de N. Senhora em Medjugorje, o purgatório possui níveis diferentes de intensidade: o mais rigoroso, o médio e o mais leve, dos que estão quase purificados. 

O famoso fogo do purgatório não é tanto físico como interno, como a dor que sentimos quando nos arrependemos de nossos pecados. É um fogo que não mata, que não destrói, mas que purifica e nos renova, até que estejamos realmente puros para entrarmos no céu.

Santa Catarina de Gênova diz que é preciso nos desvincularmos e nos desapegarmos dos pecados que cometemos e mesmo os que já estão perdoados. Enquanto não houver esse desligamento total nosso das ofensas cometidas, não estaremos aptos para entrarmos no céu. A própria pessoa se sente distante de Deus, sofre por não ter correspondido de modo perfeito ao amor de Deus e à sua santa vontade. É o amor de Deus que se torna como uma chama de amor que purifica a pessoa das feridas que o pecado causara. 

Ela mesma teve um período de pecados em sua vida e experimentou uma dor profunda durante sua conversão. Leiam o comentário que o site do Vaticano faz sobre esse assunto: 

“A conversão teve início a 20 de Março de 1473, graças a uma experiência singular. Tendo ido à igreja de são Bento e ao mosteiro de Nossa Senhora das Graças para se confessar, ajoelhou-se diante do sacerdote e «recebeu — como ela mesma escreve — uma chaga no coração, de um imenso amor de Deus», com uma visão tão clarividente das suas misérias e dos seus defeitos e, ao mesmo tempo, da bondade de Deus, que quase desmaiou. Foi tocada no coração por este conhecimento de si mesma, da vida vazia que ela levava e da bondade de Deus”. 

“Desta experiência derivou a decisão que orientou toda a sua vida, expressa com estas palavras: «Basta com o mundo e com os pecados» (cf. Vida admirável, 3rv). Então Catarina fugiu, suspendendo a Confissão. Voltou para casa, entrou no quarto mais escondido e chorou prolongadamente. Naquele momento, foi instruída interiormente sobre a oração e adquiriu a consciência do imenso amor de Deus por ela, pecadora, uma experiência espiritual que não conseguia expressar com palavras” (cf. Vida admirável, 4r). 

“Foi nessa ocasião que lhe apareceu Jesus sofredor que carregava a cruz, como é frequentemente representado na iconografia da santa. Poucos dias depois, foi ter com o sacerdote para finalmente realizar uma boa Confissão. Aqui teve início aquela «vida de purificação» que, durante muito tempo, lhe fez sentir uma dor constante pelos pecados cometidos e que a impeliu a impor-se penitências e sacrifícios para demonstrar o seu amor a Deus. Neste caminho, Catarina foi-se aproximando cada vez mais do Senhor, até entrar naquela que é denominada «vida unitiva», ou seja, uma relação de profunda união com Deus” (https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110112.pdf).