sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 01




Mateus 1,1-17: Antepassados de Jesus

Essa genealogia, até um tanto monótona quando lida na liturgia, tinha muita importância para os judeus, a fim de ligar Jesus às pessoas em que Deus depositou as promessas de que enviaria o Messias, entre elas, Abraão e Davi.

Maria pode também ter pertencido a essa linhagem. O importante, na descendência, era a parte do homem e não a da mulher.

O versículo 16 encerra esse assunto,dizendo que “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo”.

Quanto ao versículo 17, eu sempre me contento em saber que os números são simbólicos na Bíblia.

Mateus 1,18-25: José assume a paternidade legal de Jesus.

O versículo 18 mostra, de modo magnífico, o fato de Maria, como qualquer um de nós, viveu pela fé. Ela não viveu baseada em visões de anjos, como poderíamos supor, mas numa fé pura e árida. Esse versículo pode ser lido de tal forma que nos leve a pensar que Maria, num belo dia, percebeu que estava grávida, apesar de nunca ter tido contato com o sexo masculino.

Ela, que amava Deus e a sua santa vontade, lembrou-se do que ouvira no templo: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...” (Is.7,14).

Quanto ao seu “sim”, ela o deu com a sua própria vida! Sempre fez e desejou fazer a vontade de Deus.

No versículo 20, vemos como foi José que sonhou com o anjo, que lhe garantiu ter sido obra de Deus o que havia sido gerado no interior de Maria. Ele também viveu pela fé, pois aceitou a vontade de Deus não, expressa por uma aparição celeste, mas sugerida num simples sonho. A “dica” que o sonho lhe deu fez com que ele pensasse ser plenamente possível que o que acontecera a Maria fosse obra divina.

Pensando bem, José acreditou não necessariamente no anjo do seu sonho, mas na fidelidade e na santidade de sua esposa. Acreditar em Deus muitas vezes significa acreditar nas pessoas. Elas são amadas por Deus e é por meio delas que Deus, muitas vezes, manifesta sua vontade e seu amor.

No versículo 19 lemos a bondade de José, que ia prejudicar grandemente sua reputação se desmanchasse o noivado, para não acusar Maria de adultério. Se ele a denunciasse, ela morreria apedrejada.

No versículo 25, ao dizer que “ José não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho”,  não quer dizer que ele a conhecera depois (conhecer na bíblia significa manter contato íntimo, como o sexual).Significa que ele não tivera relações sexuais com Maria e ela, portanto, pelas leis naturais, não poderia estar grávida. Se ela ficou, é porque Deus estava agindo ali.

Há um autor que diz ser José tão digno e tão santo que nunca teria a coragem de manter relações sexuais com Maria depois que ela fora “possuída” pelo Espírito Santo de Deus, ao conceber Jesus.



ACRÉSCIMO AO CAPÍTULO 1

Diz Fernando Armellini, “Celebrando a Palavra”, Editora Ave Maria, 2ª edição, ano 1998:

Jesus dá cumprimento às promessas e é aquele que salva o povo dos seus pecados (v.21). É filho de Davi segundo a carne, embora tenha sido concebido sem a cooperação do homem (1,16.18) e é juridicamente flilho de Davi através de José, que não é fisicamente o seu pai (v. 20).
É Deus que opera a salvação, mas esta não se concretiza na terra sem a cooperação do homem.

No povo de Israel o casamento acontecia em 2 etapas: 1ª:-Contrato assinado pelos dois esposos, pais e duas testemunhas. Eram marido e mulher, mas ainda não iam morar juntos por um ano. A moça tinha 12 a 13 anos e o rapaz15 a 16. Essa deveria ser a idade de Maria e José.
Após um ano havia uma festa e a esposa era conduzida à casa do marido e os dois começavam a vida juntos. Durante esse período houve a anunciação a Maria e sua gravidez pelo Espírito Santo. Como a virgindade era naquele tempo uma coisa humilhante e pejorativa, Maria, ao ficar grávida, mostrou que Deus a estava abençoando. É interessante aí lembrarmos o que ela falou a Isabel: “Olhou para a baixeza (=não ter filhos) de sua serva”.

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